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Vivem em situação de extrema pobreza

milhões de mulheres chefiam famílias no Brasil nesta década

milhões de filhos sem o reconhecimento paterno

O PROJETO__

São milhões de mulheres brasileiras que têm o desafio de criar seus filhos sozinhas. O nosso projeto busca contar a história de 11 delas. Em primeira ou terceira pessoa, escolhemos retratar essa realidade através dos olhares de Patrícia, Brenda, Ludmilla, Virgínia, Hayanna, Paty, Marli, Érika, Sandra, e das Marianas.

Elas

Em vídeo, a série de reportagens Sola conta as histórias de
Brenda, Patrícia e Ludmilla, três mãe solos de difentes gerações

Sozinhas

“No início da gravidez ele falou que iria ajudar e que iríamos cuidar juntos. Depois pediu para abortar. Não aceitei, ele sumiu e até hoje cuido do meu filho sozinha

  

“Ele foi até um pai presente enquanto éramos casados. Depois que nos separamos, ele se ausentou por completo da vida dos meus filhos. Eu, sozinha, crio, educo e sustento eles”

Sozinha na gravidez. Sozinha na hora do parto. Sozinha nas primeiras noites de choro. Sozinha nos primeiros passos. Sozinha na educação. Sozinha no registro civil. Sozinha, sola em espanhol. Sola, porque não há presença do pai. Sola, porque não existe apoio familiar. Sola, porque não há políticas de Estado. Sola, porque não há suporte do mercado de trabalho. 

De idades e classes sociais distintas, as histórias de cada uma delas percorrem caminhos diferentes. São lutas por reafirmação em espaços distintos, mas todas esbarram no mesmo destino: as ausências. Ausências marcadas pelo machismo institucional que impede o reconhecimento paterno, a implementação de políticas públicas e do acolhimento delas na sociedade. Os problemas comuns à mulher brasileira, como a falta de divisão das tarefas domésticas, a dupla jornada e a baixa ocupação em cargos de trabalho mais altos, só se intensificam na rotina dessas mães. Sozinhas.

No Brasil, são 11,5 milhões de famílias dependendo só da presença materna. E, apesar deste número representar uma queda de 1,8% na representatividade quando se faz uma comparação de dez anos, houve um acréscimo de 1 milhão de mães solo neste período. Elas representam o segundo maior arranjo familiar no Brasil, contudo ainda não são lembradas no calendário escolar, no trabalho e na política.

Reportagens

A luta de Virgínia

A arte ocupa seu corpo em todas as  formas.

Não tenho pai

13 de janeiro de 1995, ele não estava lá.

A força de Paty

A separação, a ruptura e a mudança paterna.

Carta para Iná

Atiraram uma pedra nela. Ela a cuidou.

Depoimentos 

“Tainá foi abandonada pelo pai assim que soube da notícia. Não é fácil, precisa ter coragem e muita responsabilidade.”

Sandra Maria, 41, mãe de Tainá, 13 anos.

“Deus é maravilhoso ao ter me confiado e presenteado duas meninas maravilhosas, parceiras. A vida teve sentido nisso.”

Erika Bento, 39, mãe de Giovana, 13, e Helena, 3 anos.

“Foram mais de dois anos tentando sair de um relacionamento que eu não conseguia ver sequer luz no fim do túnel.”

Mariana Castro, 33, mãe de Guilherme, 2 anos.

“O amor supera tudo. Nada mais gratificante  que um ‘mamãe, eu te amo’. E sigamos firmes e nos apoiando sempre.”       

Mariana Marinho, 26, mãe de Antônio, 1 ano.

     Projeto Experimental
2018.2 - UFPE

 

Textos Bruno Vinícius
Vídeos Luane Ferraz e Tiago Lima
Design e diagramação por Matheus Fábio
Ilustrações por Iasmim Vieira e Fernando Valença